Uma tarde com o Luqui: trilhas, conversas e um espresso, por favor.


Quando o meu amigo do triathlon Lucas Helal, o Luqui, pediu para levá-lo para correr em trilhas, inicialmente minha reação foi de surpresa, depois satisfação por ele ter me escolhido. O Lucas é um atleta muito forte que conheci no ano passado em um longo de bike. Depois desse dia conversamos ocasionalmente e mantivemos algum contato, mas há tempo não nos falávamos. Ele queria uma experiência nova. E se tem uma coisa que eu adoro fazer é propor uma corrida, um pedal, ou qualquer outra “aventura”. Gosto de planejar, pensar nos detalhes, o que, como e quando. Para mim é como se estivesse compondo uma obra, onde tanto prelúdio quanto o epílogo são componentes essenciais. Continue lendo “Uma tarde com o Luqui: trilhas, conversas e um espresso, por favor.”

Giro dello Espresso


Hoje foi dia de pedalar com o Alírio Seidler, um cara muito forte no pedal. Diria até uma máquina. Ele é deficiente visual, o que significa que quando pedalo com ele é em uma tandem, eu de capitão e ele de fogueiro, o que coloca a lenha ou carvão no forno.

Saímos com a intenção de fazer um pedal leve, talvez com uma subida do Morro da Lagoa. O tempo estava ótimo, ensolarado e não muito quente. O meu joelho direito anda incomodando um pouco por causa das estripulias das últimas semanas, então eu não queria abusar muito.

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Treino Rolé ao redor da Lagoa


Ano passado pude fazer pace para uma dupla feminina numa das mais belas provas de Florianópolis, o Mountain Do Lagoa da Conceição. A oportunidade dada permitiu com que eu corresse os 65 km oficiais da prova, percorrendo praias, trilhas, muitos morros e um pouco de asfalto. Continue lendo “Treino Rolé ao redor da Lagoa”

Subida ao Morro das Antenas, coincidências, o paradoxo de Zeno, o universo, o amor, e a finitude da vida.


Trabalho em Joinville há seis anos e tenho um colega que mora em Jaraguá do Sul, mas até pouco tempo atrás, não sabia da existência do Morro das Antenas.

De antemão quero deixar claro que acredito em coincidências, na aleatoriedade de eventos. Há um excelente livro sobre o assunto, O Andar do Bêbado – como o acaso determina nossas vidas, do físico americano Leonard Mlodinow. É uma ótima leitura.

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O dia em que encarei a Aranha descalço – Mountain Do Costão do Santinho 2016 – 42 km


O despertador tocou às 5:30 da manhã, mas eu já estava acordado há horas. Na verdade mal dormi. Cometi uns excessos culinários na noite anterior e paguei caro. Para o café da manhã comi uma fatia de pão integral de cereais com pasta de amendoim e um pouco de geléia. E também um iogurte. E uma taça de café feito no meu Moka Express da Bialetti, ítem indispensável na cozinha de todo admirador do grão arábica. Para a prova decidi arriscar uma alimentação à base de castanhas de cajú e três géis para o caso de necessidade. Sempre levo cápsulas de sal para afugentar as temidas cãimbras. Saí de casa com uma camisa de manga comprida, com algumas áreas que permitem maior ventilação. O dia não estava tão frio quanto antecipava e isso começou a me preocupar um pouco.

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