Carijós reconquistam São Francisco do Sul

O Revezamento de São Francisco do Sul é uma das minhas corridas prediletas. Parece que tudo ali está na medida perfeita para quem gosta de correr na sua capacidade máxima. O formato permite isso. São 15 trechos, com uma média de 6 km para cada um. Esses trechos podem ser divididos entre três ou seis integrantes. A minha escolha sempre foi fazer em trio. Ontem participei pela terceira vez desse revezamento.

O nome de nossa equipe, Carijós, foi escolhido como homenagem aos primeiros habitantes da região. Os integrantes: Denise, Fabrício e eu. Denise é uma corredora predominantemente de asfalto que reside em Florianópolis, mas treina com a maratonista Dione de Agostini, de Curitiba. É a corredora mais rápida e humilde que eu conheço, dona de um senso de humor apurado e conhecimento vasto. O Fabrício é um escalador tornado triatleta tornado corredor. Puxe uma conversa e você descobrirá façanhas incríveis que ele já fez. É surpreendente esse rapaz, pela sua garra e coração.

Ao longo da nossa preparação para o revezamento associei cada um dos integrantes a um animal, por manifestação voluntária ou escolha minha. Denise, a quelônia, sugestão dela por insistir em que é muito lenta. O Fabrício, o leão, de uma coragem e coração imensurável.  Eu, o gorila, que cuidaria da nossa equipe com ternura, mas se preciso fosse, usaria minha força para protegê-los. É tudo metáfora, claro. A preparação foi breve. Fora o nome da equipe, integrantes e divisão dos trechos, elementos decididos no momento da inscrição, acertamos os detalhes alguns dias antes do evento. Levamos muita comida, isso é certo.

Ficamos hospedados todos no Hotel Kontiki, cujo nome é uma referência à expedição realizada em 1947 em balsa de Callao, no Peru, até as Ilhas da Polinésia, liderada pelo explorador e escritor norueguês Thor Heyerdahl. A palavra Kon-Tiki é um antigo nome do deus inca do sol Viracocha. O objetivo da expedição era demonstrar que populações pré-colombinas poderiam ter colonizado a Polinésia. Uma das vantagens do hotel é sua localização conveniente, simultaneamente a metros da largada e premiação do evento. Imbuídos desse espírito aventureiro dormimos à espera do grande dia. Uma brisa fresca que entrava pela janela anunciava a temperatura amena, ideal para correr.

O encontro marcado no café do hotel aconteceu pouco depois das seis horas da manhã. Foi nesse momento em que Denise conheceu o terceiro elemento, como Fabricio veio a ser conhecido. Devidamente apresentados todos nos sentamos à mesa e partilhamos de nossa primeira refeição em conjunto. À base de café e pão estabelecemos de imediato um espírito de cooperação e bom humor.

Pouco depois eu fazia um trote leve pelas ruas de São Francisco em busca de concentração e aquecimento. Fui o primeiro a correr, e logo o trecho mais longo do dia, de pouco mais de 9 km. Já na área de largada evitava olhar os outros corredores, procurei manter a concentração no que me propus a fazer. Deixar a minha marca. Gosto de mostrar a que vim. Largamos e menos de 30 m depois assumi a liderança com uma breve aceleração e não olhei para trás. A corrida passou a ser na busca do meu limite. O percurso era conhecido. Começo em paralelepípedo, seguido de estrada de chão; curvas suaves e ligeiras subidas e descidas marcam o trajeto. Passava por carros de outras equipes, recebi água inclusive. A luta era pare manter o esforço constante e construir uma vantagem em relação aos demais competidores. Pouco depois de 31 min alcancei o primeiro posto de troca. A Denise, que deveria estar ali, não estava. Vivi o maior pesadelo de todo corredor de revezamento. Olhava em volta desolado. Segundos, depois minutos sucederam. Observei a vantagem que construí diminuir, desaparecer e passar a ser déficit. Uma eternidade. Com a cabeça baixa ouvi “tudo vai dar certo”, de alguém que não identifiquei na hora. Enfim a Denise apareceu, vindo na direção em que não esperava. Manifestei minha estupefação, a pulseira de revezamento foi entregue e a Denise partiu com a vontade de reparar o dano. Estávamos na sétima posição.

O que de fato aconteceu é que os demais Carijós seguiram para o segundo posto de troca, pulando o primeiro. Ao chegarem deram-se conta de que estavam no posto de troca errado e tiveram que voltar. Foi um erro compreensível, já que nenhum havia participado da prova anteriormente e não conheciam a Ilha de São Francisco do Sul. Não tínhamos alguém que nos fizesse apoio durante a prova. Entre Fabricio e eu dividimos a tarefa de conduzir o carro, e um ajudava o outro nas tarefas de hidratação e alimentação.

Já dentro do carro eu conversava com o Fabrício sobre o ocorrido. Disse a ele que a prova era longa. Acreditava que ainda poderíamos brigar pelas primeiras colocações. Eu tinha a certeza de que sempre que fosse eu o corredor, conseguiria reduzir a vantagem. O pareamento no primeiro trecho mostrou isso, já que consegui entre 3 e 4 min, o que é significativo. Nada estava perdido, mas tínhamos que lutar. Fabrício estava mais desolado que eu, sentia-se responsável. Tentei confortá-lo. Não adiantava remoer o acontecido, tínhamos que olhar para a frente. Ao passarmos a Denise ambos os nossos olhos encheram-se de alegria ao vê-la correr. Como é bonito ver alguém correndo com tanta leveza, determinação, e velocidade!

Fabricio aquecia no posto de troca enquanto aguardava a Denise chegar. Ele estava muito concentrado. Aos poucos os outros trios começaram a chegar. Eu fazia fotos e contas. Disparei o meu cronômetro quando o primeiro trio misto alcançou o posto de troca. Quase 6 minutos passaram até a Denise chegar, já em sexto lugar. Fabrício partiu em perseguição.

Peguei a Denise pelo braço e fomos até o carro. Primeiro hidratar, comer se for preciso. Depois entrar no carro e partir para o próximo posto de troca. Perguntei como ela estava. Tudo bem. Seria minha vez de correr. Para esse trecho troquei de tênis e fiz uma breve visita ao banheiro, interrompida por gritos. Fabricio chegava. Ainda bem que mal havia entrado no banheiro e foi necessário apenas abrir a porta e correr na direção do funil de troca. Ali recebi a pulseira e parti em busca do terceiro lugar. Já estávamos em quarto.

Um vento inclemente acompanhou o meu esforço durante todo o trecho, em sua maioria praia. A maré estava baixa e a areia compacta da Praia do Capri era favorável para a corrida. Um a um, os pontos longínquos ficaram próximos e foram ultrapassados. Alcancei o terceiro lugar e passei por ele já pensando em diminuir a diferença para o segundo colocado. Entreguei a pulseira para a Denise. A diferença para o segundo colocado era de pouco mais de um minuto, para o primeiro aproximadamente dois. Estávamos na briga. 

Encontrei o Fabricio e o semblante já era outro. Ao dividir os trechos entre os membros da equipe tentei tirar o máximo proveito das potências de cada um de nós. Como eu era o corredor mais rápido, assumi logo o primeiro trecho, também o mais longo, para nos posicionar de preferência entre as primeiras colocações. Pelo fato de eu não me dedicar exclusivamente a um tipo de terreno, tornei-me um corredor versátil com o passar dos anos. Consigo obter um bom desempenho independentemente de terreno, ainda mais quando as distâncias são curtas. Eu largaria. Para a Denise prioridade foi dado ao asfalto, onde ela treina regularmente e acumula resultados expressivos. E está cada vez mais rápida, apesar de teimar em dizer que é lenta. Que bom Denise, assim você fica mais rápida. Já o Fabricio é um corredor forte e ainda veloz. Ele teria que lidar com as praias de areia mais fofa.

Ao chegar no posto de troca da praia de Itaguaçu a Denise estava na terceira colocação, a poucos segundos da segunda colocada, que por sua vez estava a metros do primeiro colocado. Tudo embolado. Esse trecho seria decisivo. Fabricio largou em busca das duas equipes à sua frente. Denise estava bem, com semblante tranquilo, determinada. Perguntei o ritmo médio no trecho, quatro minutos por quilômetro. Maravilha. 

Chegamos no posto de troca do fim da praia de Ubatuba. Lá eu partiria para um trecho muito curto, de apenas 2,5 km. É bastante difícil na intensidade, pois trata-se de uma escadaria de 226 degraus  que continua com uma subida até entrar em uma trilha sem interrupção na subida. A trilha é bastante técnica, com vários troncos atravessados, raízes, expostas e algumas partes escorregadias.  Enfim a descida até a Prainha, que é percorrida em sua extensão pela calçada até alcançar a Praia Grande.

Do posto de troca reconheci o Fabricio na sombra de outro corredor. Não era da equipe que estava em primeiro ou segundo, e sim um membro da equipe que eu havia ultrapassado na Praia do Capri. O Fabrício conseguiu alcançar e ultrapassar as duas equipes à sua frente. O corredor da equipe em quarto lugar ultrapassou todos, inclusive o Fabrício. Com o forte vento e pela sua grande estatura, a sombra desse corredor oferecia um lugar privilegiado para correr, lugar este que o Fabricio aproveitou durante boa extensão da praia. Apenas nos metros finais o Fabricio acelerou e entregou a pulseira para mim, já em primeiro lugar.

Parti em disparada na direção da escadaria. Foram 226 degraus mesmo, já que não pulei nenhum. Preferi mastigar em pequenos pedaços, para evitar a fadiga muscular. A escadaria termina com um trecho em terra erodida, árida, com muitos sulcos provocado por água de chuva. Já no topo do morro, ao fazer uma curva, vi que estava com uma certa vantagem. Na trilha eu me diverti. Incorporei os poderes Jedi para pressentir os obstáculos e desviar deles a tempo. Pula, agacha, esquiva, freia, acelera. Nesse ritmo cheguei na Prainha e segui pelo asfalto onde consegui desenvolver velocidade. Denise aguardava no posto de troca. Sim, continuamos em primeiro. Na verdade, consegui abrir para o segundo uma vantagem superior a 4 minutos nesse trecho de 2,5 km. 

Pela frente tínhamos quase 21 km de extensão de praia, a Praia Grande. O mar fez jus ao nome da praia. As ondas quebravam e se esticavam pela areia, deixando uma pequena margem seca. Na parte alta areia fofa, na baixa água. Onde correr? Nessa situação eu procuro correr descalço ou com meias e arriscar a minha sorte perto da água onde a areia é mais compacta. A Denise fez o mesmo. Diante dela 7 km até o próximo posto de troca. Nesse trecho é fácil acompanhar o atleta, pois há uma estrada de chão que segue paralelo à praia. Por ser uma área de preservação, em qualquer ponto é possível parar e acessar a praia. Aguardamos a Denise na marca de 4 km. Ela passou determinada, semblante concentrado. Melhor não interromper. Nesse momento um atleta de uma equipe do trio masculino a alcançou. No posto de troca era a vez do Fabricio preparar-se para correr. Eu aproveitei a pausa para tirar algumas fotos de amigos que competiam na categoria trio veterano. São uns rapazes que correm em ritmo abaixo de 4 minutos por quilômetro e idade acima de 40. Mas todos já passaram essa marca há algum tempo.

Após alguns minutos conseguimos identificar a aproximação da Denise. Ela vinha um pouco atrás do corredor que a havia ultrapassado, não distante. Isso significa que ela conseguiu manter o ritmo quase igual ao dele. Houve um momento de preocupação. Faltando pouco mais de 60 m para o posto de troca, Denise começou a andar. Depois de alguns passos trotou até o posto de troca onde o Fabricio recebeu a pulseira e partiu. Nesse momento minha atenção toda estava voltada para a Denise, que chegou exausta. Era fim da manhã e as nuvens deixaram de nos proteger do calor do sol por algum tempo. Ela havia feito um grande esforço nesse trecho de praia e precisava descansar. Precisava de hidratação, alimentação. Ajudei-a a tirar as meias e livrar-se da areia da praia, a colocar meias secas e um par de tênis. Agora é só asfalto e estrada de chão! O pior já passou, pelo menos para a Denise. Confortei-me ao ver que ela estava melhor, já sorria. Respirei aliviado.

Era a vez do Fabricio gladiar as ondas do mar e a areia fofa. Conseguimos interceptá-lo em dois pontos. Senti em seu semblante que não estava fácil. Dei água, ofereci uma banana, depois segurei gelo em suas costas para ajudar a refrescá-lo. Tudo isso enquanto ele corria, eu ao lado.  Embora com dificuldade, ele continuava a correr bem. Os nossos competidores já não víamos. E também não queríamos ser vistos. Falei aos outros Carijós que era importante a gente sair logo dos postos de troca para que as outras equipes não nos vissem. Faz parte da estratégia psicológica. O que não pode ser visto dificilmente será alcançado.

Ao longo dos anos aperfeiçoei a arte de correr na praia. E uma das confirmações disso eu tive justamente no Revezamento de São Chico do ano anterior e na Volta a Ilha de Florianópolis nesse ano. Nos trechos de praia, sempre fui um dos mais rápidos, às vezes o mais rápido. Mesmo contra corredores com tempos bem mais baixos que o meus em trechos planos de asfalto, na praia eu levava vantagem. Para dizer a verdade, não gosto muito de correr ali, mas aprendi. É uma espécie de problema de otimização, onde o objetivo é diminuir o tempo total. Mesmo que isso signifique quase parar em alguns momentos. E foi assim durante o trecho que corri na praia. Muitas vezes as ondas vinham e água subia acima do nível do joelho. Eu mudava a passada, evitando ao máximo arrastar água com os pés. Para conseguir isso puxava o calcanhar para trás, de encontro ao glúteo. É um movimento que exige bastante do posterior de coxa. Tudo progredia bem, até o momento em que fui saltar uma corda de pescador. Ao saltar senti uma fisgada no meu posterior de coxa. Não foi insignificante. Continuei a corrida, mas a dor era grande. Fiquei com receio de não conseguir completar meus trechos. Seria um golpe grande às pretensões da nossa equipe. Continuei no mesmo ritmo. Não havia alternativa que eu estivesse disposto a fazer. E assim concluí meu trecho, com o ritmo de 3’50” por quilômetro. Um pouco aquém da marca de 3’40” que havia conseguido em 2015, no mesmo trecho. Mas dessa vez o mar estava mais revolto, as condições da praia eram piores para correr. Fiquei muito satisfeito e tive a certeza de que nossa vantagem crescia. Estávamos juntos do trio veterano e também do trio masculino primeiro colocado na prova.

Entramos na reta final. De agora em diante asfalto e estrada de chão. A maior preocupação para mim foi cuidar do meu posterior e completar o trecho que restava. Em anos anteriores corri seis trechos, pois assumi o último para garantir a nossa posição na disputa. Mas de antemão sabia que isso não seria possível dessa vez e o Fabricio me deu essa segurança. Denise iniciou o penúltimo trecho dela, que transcorreu bem. Era um asfalto lindo, liso e plano. Só não se movia para a frente. Paramos um pouco depois da metade do percurso dela para esperá-la passar e ver se precisava de algo. Apliquei “Doutorzão” e todo tipo de pomada no posterior de coxa para remediar e soltar um pouco a musculatura. Fabricio tinha um rolo de macarrão, mas esqueci de usar. Poderia ter sido bem útil. Denise passou bem. Na verdade durante todo o dia ela correu assim, parecia não fatigar. Ao posto de troca.

Fabrício partiu com a chegada da Denise e seguiu pelo asfalto, o mesmo, liso, lindo e plano. Mas tinha bastante vento. Fomos diretamente ao próximo posto de troca para aguardar o Fabrício. Tive tempo de ir ao banheiro e trabalhar a coxa um pouco para não iniciar a corrida completamente frio. Pouco tempo depois o Fabrício chegou. Ainda restava para ele o último trecho. Já esse seria o meu último. Um pouco apreensivo comecei. Alguns segundos depois largou um membro de um sexteto masculino, aqueles rapazes de canela fina que correm mais que o vento. Talvez um pouco do meu espírito competitivo impeliu-me a ficar adiante dele. Não era muito sensato dada a dor que eu sentia. Consegui durante 3 km, então fui ultrapassado. Tentei usar ele como meta, evitei perder o contato. Observei sua passada solta, sem esforço. Certamente a minha não daria a mesma impressão. De curva em reta em curva cheguei ao posto de troca. A não ser por uma tragédia, a vitória era nossa. Disso eu tinha certeza. Estava feliz por ter cumprido o meu papel. 

A Denise partiu para o último trecho dela, um misto de asfalto e estrada de chão, com algumas subidas leves. Já desde que voltamos ao asfalto ela vestia seu “manto sagrado”, a camisa do Curintia. Eu ria. Se o manto traz um estímulo adicional, será sempre bem-vindo. Ela chegou como partiu, na mesma passada leve. Agora era a vez do Fabrício fechar a nossa participação.

Os quatro quilômetros finais. Não vi, mas eu conheço o trecho porque corri antes duas vezes. Asfalto e paralelepípedo. Talvez o Fabricio tenha vivido a mesma emoção que eu ao chegar na orla de São Francisco do Sul e sentir a proximidade da chegada. A última curva para a esquerda e uma reta emoldurada de um lado pelo Mercado e do outro por construções antigas, mas preservadas. As pessoas na rua, outros corredores. Ouvimos no alto falante que a nossa equipe estava próxima. Lá vem o Fabrício. Corremos os últimos metros finais juntos, abraçados. Do mesmo ponto partimos 6 horas e 21 minutos antes, 90 km depois. Aos desavisados pode parecer estranho fazer todo esse esforço para voltar exatamente ao mesmo ponto. O caminho é que transforma. A experiência foi maravilhosa.

O nível de entrega que eu vi foi emocionante. Quando penso nisso lágrimas vêm aos olhos. Foi muito bonito tudo. Digo aos outros que a corrida é para mim uma forma de expressão. Quando corro é amor e vontade de viver que procuro demonstrar.

Os Carijós, através da nossa metáfora, voltaram a São Chico e percorreram toda a extensão da ilha. Viva!

Denise termina seu trecho na Praia Grande e entrega a pulseira ao Fabrício

7 pensamentos em “Carijós reconquistam São Francisco do Sul”

  1. Parabéns pela prova , pela equipe é pelo texto. Você consegue fazer o leitor viajar , torcer e se emocionar por cada km percorridos.
    Sucesso!

  2. Não fossem os adjetivos que me endereçou, não haveria controvérsias, caro mestre!
    Eu que guardava uma péssima reputação de corridas em revezamento após a Volta à Ilha em 8, com cerca de 11 horas dentro de van e muito atraso por conta do trânsito; ou da corporativa Maratona Pão de Açúcar de quando ainda morava em São Paulo, me surpreendi com esse clima que o gorila protetor e o leão fiel proporcionou à quelônia (que se quer serviu para dividir o volante, covarde que é com direção, carro e caminho).
    Sempre contando com a velocidade dos parças, pelo menos não desisti!
    Fico muito lisonjeada com o convite e ler aqui sobre algumas referências que trocamos sobre Kontiki, doutorzão, otimização, kkkk, demais, você é uma caixa de Pandora.
    Parabéns pelo belo texto, não há como se proteger da emoção que ele remonta. Não há como sair dessa rica experiência menos egoísta, mais atenta, mais compreensiva e tomara, mais humilde!
    Agradeço-lhe de coração pela oportunidade de me tirar da zona de conforto e me colocar em uma mais confortável ainda.

    1. Ai Denise! Os adjetivos faltam quando quero expressar o quanto a sua participação foi fundamental. Não se trata apenas de minutos ou segundos e sim afinidade. Sempre quando confrontado entre a opção de um atleta mais veloz ou um com quem eu sinta empatia, fico com a segunda alternativa. Porque no fim ganhar foi ótimo, mas o brilho esteve no que vivemos antes, durante e depois. O que fica é esse sentimento maravilhoso de comunhão que essa corrida propiciou. Meu coração transborda por ter conseguido incluir você nessa experiência feliz, na qual você foi protagonista. Fez muito mais do que cumprir as distâncias. Você foi grande, foi Denise. Você nos contagiou, nos estimulou a sermos as nossas melhores versões. Obrigado, muito obrigado!

  3. PARABÉNS Carijós!! (adorei essa homenagem aos nativos)
    Juan, o relato ficou muito bem escrito. A gente termina suado e com os pés cheios de areia…
    Fico feliz em conhecê-los aos 3. Pessoas que fazem do esporte uma alavanca para a evolução.

  4. Já te falei de como sua escrita é clara . A narrativa dessa aventura chega no coração . Obrigada por compartilhar e muito obrigada aos Carijos por representar de forma viva e dedicada . Como você falou correr é uma forma de expressar , amor . Parabéns

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *